Congo/Bouenza: quadros locais recebem formação em acompanhamento e avaliação de projetos
A edição de 2026 do «Carrefour de l’évaluation» decorreu de 25 a 26 de agosto em Madingou, capital do departamento de Bouenza. Este workshop teve como objetivo reforçar as capacidades dos intervenientes locais em matéria de acompanhamento e avaliação de políticas, programas e projetos de desenvolvimento.
Organizado em torno do tema «A avaliação o mais próximo possível dos territórios», o encontro reuniu funcionários públicos, representantes eleitos locais e atores da sociedade civil para debater as ferramentas de acompanhamento e avaliação. O objetivo foi aproximar as práticas de avaliação das realidades no terreno. Os participantes foram, assim, sensibilizados para a importância do acompanhamento e da avaliação na gestão dos projetos. Tratava-se, nomeadamente, de lhes permitir dispor de uma linguagem comum em matéria de acompanhamento e avaliação, compreender melhor o seu papel nas autarquias locais e nas administrações descentralizadas, mas também de se familiarizarem com a implementação de mecanismos de avaliação adaptados às realidades locais.
Para os organizadores — nomeadamente a Associação Congolesa de Avaliação (ACE), a African Capacity Building Foundation e o Ministério da Reforma do Estado e das Relações com o Parlamento —, o desafio vai além da simples aquisição de conhecimentos técnicos. Consiste em tornar a avaliação uma verdadeira ferramenta de apoio à tomada de decisões, capaz de informar os responsáveis sobre os resultados obtidos, as dificuldades encontradas e os ajustamentos necessários.
Segundo o presidente da ACE, Daniel Mikayoulou, a escolha de Madingou reflete a vontade de abandonar uma abordagem essencialmente centralizada da avaliação. «Na República do Congo, as iniciativas de reforço de capacidades e de sensibilização em matéria de avaliação concentram-se quase exclusivamente a nível central, na capital », salientou. A transferência do «Carrefour de l’évaluation» para Bouenza constitui, segundo ele, uma inovação tanto geográfica como metodológica. O objetivo é dotar os intervenientes locais das competências necessárias para acompanhar as ações empreendidas nos seus territórios e avaliar os respetivos resultados.
Para o prefeito de Bouenza, Marcel Nganongo, esta iniciativa responde à necessidade de tornar a avaliação uma ferramenta ao serviço da governação local. «A cultura da avaliação não deve continuar a ser da exclusiva competência das administrações centrais. Deve ser feita o mais próximo possível do terreno», afirmou na abertura dos trabalhos. O prefeito considera que o reforço das competências dos quadros, funcionários, representantes eleitos e atores da sociedade civil pode contribuir diretamente para melhorar a qualidade da governação e a eficácia das ações de desenvolvimento no departamento.
Na sua opinião, uma ação pública eficaz pressupõe dispor de informações fiáveis para avaliar o que foi planeado, o que foi concretizado e o que ainda precisa de ser melhorado. «Não há boa governação sem dados concretos », insistiu, considerando a avaliação como um instrumento que permite compreender o que funciona, corrigir o que é necessário e orientar melhor as políticas e os projetos em benefício da população.
Manter as parcerias
No final dos dois dias de trabalhos, foram formuladas três recomendações principais pelos participantes e pelos organizadores. Trata-se, em primeiro lugar, de continuar a reforçar as capacidades através de sessões de aperfeiçoamento e de um acompanhamento de proximidade. A segunda recomendação diz respeito ao reforço da participação das mulheres e dos jovens avaliadores emergentes. Por fim, os participantes defenderam a continuidade da parceria entre o departamento de Bouenza, a ACE e os parceiros técnicos e financeiros.
Fonte: adiaccongo


